terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sangue por Glória (What Price Glory, John Ford, Estados Unidos, 1952)

Tido como um filme “menor” na carreira de Ford, este é ainda assim um grande filme. James Cagney e Dan Dailey interpretam dois militares rivais (apesar de integrarem o mesmo regimento), que brigam pelo amor de uma garçonete francesa (interpretada pela mesma Corinne Calvet que havia feito uma francesa por quem Dailey se apaixona em “When Willie Comes Marching Home” (1950). Os duelos verbais entre os dois são sensacionais e o humor de Ford está afiado como sempre. Como usualmente ocorre em Ford, o amor é impossível e os três só podem terminar sozinhos, já que os dois militares não podem fugir de seu dever de lutar e, por isso, abdicam do amor da moça. Não compreendo exatamente o porquê de esse ser considerado um filme menor do diretor, pois é realmente muito bom. A bela fotografia de cores carregadas do Technicolor dá uma atmosfera bastante irreal às cenas de batalha, o que se relaciona à pouquíssima importância que a guerra tem na trama, apesar de a história toda se passar durante a I Guerra Mundial. A guerra é, aqui, nas palavras de Tag Gallagher, um inferno surreal.

3 comentários:

  1. Que chato, você só assiste esse Ford...
    hihihi passei só pra encher

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  2. Tem nada de chato. Chato é o Bergman ;)

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  3. Esse povo que só gosta de faroeste, hollywood, não sabe apreciar a poesia do cinema nórdico...

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