Mais um (ou dois) fruto(s) da bela parceria entre Harold Ramis e Bill Murray. Revendo os dois filmes depois de tantos anos, me chamou a atenção o quanto eles têm tanta cara de filme B, aquele jeitão vagabundo, no bom sentido, mesmo com todo o orçamento de que certamente dispuseram. A grande figura é, como sempre, Bill Murray, com seus rompantes de exagero na interpretação. Mas Rick Moranis também tem seus momentos, particularmente na sequência da festa no primeiro filme e na do julgamento no segundo, em que faz as vezes de um advogado completamente inepto. Destaque também para a crítica ao comportamento negativo e estressado da população nova-iorquina, que serve de combustível para o rio de ectoplasma que flui no subsolo da cidade. O primeiro filme peca um pouco por gastar muito tempo na apresentação dos personagens e na criação do grupo dos caça-fantasmas e, por isso, o segundo é ligeiramente melhor, já que já conhecemos os personagens e podemos pular essa parte.
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Os Caça-Fantasmas 1 e 2 (Ghostbusters / Ghostbusters II, Ivan Reitman, Estados Unidos, 1984 / 1989)
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Ano: 1984,
Ano: 1989,
Bill Murray,
Dan Aykroyd,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Harold Ramis,
Ivan Reitman,
País: Estados Unidos,
Rick Moranis,
Sigourney Weaver
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Achado Não É Roubado (Finders Keepers, Richard Lester, Estados Unidos, 1984)
Filme pouco comentado, mas engraçadíssimo do brilhante Richard Lester, mais conhecido pelos filmes rodados com os Beatles (“A Hard Day’s Night”, de 1964, e “Help!”, de 1966) ou os Superman II e III, de 1980 e 1983. Aqui Lester aproveita um roteiro esdrúxulo para criar uma comédia estritamente física repleta de absurdos. O enredo é tão bizarro que nem faz sentido tentar explicá-lo. O que interessa é que o protagonista está em fuga o tempo todo e as situações de trocas de identidades e os acontecimentos absurdos vão se encavalando de tal maneira que o que importa aqui unicamente é o caos. Jim Carrey faz uma ponta mais pro fim do filme, que não chega a chamar muita atenção, a não ser pelo fato de o vermos jovem, quando ainda não era uma celebridade.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Se Beber, Não Case! (The Hangover, Todd Phillips, Estados Unidos / Alemanha, 2009)
Todd Phillips é um cineasta de algum interesse, apesar da irregularidade tão grande de seus filmes. Aqui ele começa muito bem, e o filme tem bastante força no momento da ruptura narrativa que se dá entre o começo da noite de bebedeira do grupo de amigos e a manhã seguinte de ressaca, em que se cria um clima bastante bizarro por conta do quarto de hotel devassado. No entanto, essa força vai se perdendo ao longo do filme, na sanha de se explicar os mínimos detalhes da noite anterior ao longo de sua duração. Isso não impede o filme, porém, de ter belíssimos momentos e personagens marcantes, como o do japa afetado, interpretado por Ken Jeong, ou a hilária participação de Mike Tyson.
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Ano: 2009,
Ed Helms,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
País: Alemanha,
País: Estados Unidos,
Todd Phillips,
Zach Galifianakis
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Get Crazy: Na Zorra do Rock (Get Crazy, Allan Arkush, Estados Unidos, 1983)
Divertidíssimo filme B realizado por Arkush depois do tropeço no infeliz “Heartbeeps” (1981). Arkush confirma seu talento para realizar belos musicais de rock n’ roll, como já havia deixado claro em seu filme mais famoso, “Rock n’ Roll High School” (1979), com os Ramones. Desta vez, ele conta a história de um proprietário de uma modesta casa de shows de rock, que prepara um mega evento de fim de ano, enquanto luta contra um megaempresário inescrupuloso que pretende comprar o imóvel para transformá-lo em um prédio comercial. A história tão batida é desenvolvida muito bem por Arkush, que usa de forma bastante engraçada o recurso de legendas para ressaltar os clichês da narrativa: por exemplo, “boy meets girl” na sequência em que o protagonista se apaixona por uma garota, ou “the bad guys” quando o vilão e sua trupe entram em cena. O que importa de fato, no entanto, não é a história, mas a música e as diversas piadas com a cena musical dos anos 80. Lou Reed faz uma ponta como um cantor folk inspirado em Bob Dylan, Malcolm McDowell encarna uma imitação hilária de Mick Jagger e o filme conta ainda com uma banda de blues, uma banda feminina de new wave com a participação especial do vocalista da banda punk Fear e um grupo hippie tipo Grateful Dead. Há ainda a bela participação especial de atores frequentes nos filmes de Arkush ou de seu parceiro Joe Dante, como Robert Picardo, Dick Miller, Paul Bartel e Mary Woronov. Em poucas palavras, o filme é uma pérola obscura e pouquíssimo comentada. Pena que a carreira de Arkush não tenha ido muito para a frente e ele tenha passado a dirigir apenas para a TV a partir do fim dos anos 80, porque o cara claramente tinha talento.
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Allan Arkush,
Ano: 1983,
Dick Miller,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Gênero: Musical,
Lou Reed,
Malcolm McDowell,
País: Estados Unidos,
Robert Picardo
quinta-feira, 26 de maio de 2011
My Breakfast with Blassie (Linda Lautrec, Johnny Legend & Mark Shepard, Estados Unidos, 1983)
Paródia do bom “My Dinner with André” (Louis Malle, 1981), este filme tem uma premissa bastante simples: reunir Andy Kaufman e o lutador de luta livre Fred Blassie em um café da manhã, para conversar besteira e hostilizar seus vizinhos de mesa. Os vizinhos são interpretados por atores, mas essa informação não nos é dada pelo filme, o que torna os conflitos de Kaufman e Blassie com os clientes um tanto surpreendentes. Destaque para o fã interpretado pelo parceiro de Kaufman, Bob Zmuda, que devolve a grosseria dos dois, tocando o terror na mesa deles. Enfim, o filme é meio que uma besteira, mas é bastante engraçado e vale pelo pouco registro que se tem da atuação de Kaufman, comediante tão importante para a história da comédia estadunidense.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Uma Tacada da Pesada (Deal of the Century, William Friedkin, Estados Unidos, 1983)
Mais um dos muitos filmes subestimados e pouquíssimo comentados de Friedkin. Chevy Chase interpreta um vendedor ilegal de armas que acaba se envolvendo meio que por acidente em uma negociação milionária entre uma fabricante estadunidense de armamentos e o governo ditatorial de um país latino-americano fictício. Também acabam se envolvendo nessa negociação os personagens de Sigourney Weaver e Gregory Hines. O filme estabelece várias relações meio óbvias, mas nem por isso desprovidas de graça, entre poder, arma e falo, como na sequência em que Weaver, com intuito de convencer o ditador a concluir o negócio, visita-o em seu quarto de hotel. Durante o sexo, a câmera enquadra uma tela de TV que exibe várias cenas de guerra, enquanto ouvimos os gemidos e a conversa dos dois. O ponto fraco do filme fica por conta do personagem demasiado estereotipado de Hines, um ex-militar que se envolve na venda ilegal de armas e posteriormente se converte ao cristianismo, tornando-se progressivamente um fanático religioso, a ponto de sequestrar um avião e ameaçar a realização de uma feira internacional de armamentos em protesto "pacifista", numa sequência meio impensável para a Hollywood pós-11 de setembro. O título em português, a propósito, é absolutamente incompreensível.
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Ano: 1983,
Chevy Chase,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Gregory Hines,
País: Estados Unidos,
Sigourney Weaver,
William Friedkin
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Férias Frustradas (National Lampoon’s Vacation, Harold Ramis, Estados Unidos, 1983)
Escrito por John Hughes (que mais tarde dirigiria clássicos como “Clube dos Cinco” / “The Breakfast Club”, 1985, e “Curtindo a Vida Adoidado” / “Ferris Bueller’s Day Off”, 1986) e dirigido por Harold Ramis, este filme não tinha como não ser a pérola que é. Chevy Chase está hilário no papel de um pai manezão que leva a família numa viagem de carro atravessando os Estados Unidos, de Chicago à Califórnia, para ir ao parque de diversões Walley World, uma clara referência à Disneylândia. O filme é um misto de comédia de erros e road movie, em que as férias perfeitas planejadas pelo pai viram um inferno por conta de várias situações esdrúxulas em que a família se mete. Ao ver seus planos de umas férias felizes em família irem pro saco, o personagem de Chevy Chase vai então progressivamente perdendo o controle e a noção, até que, no clímax do filme, ao ver que o parque estaria fechado por duas semanas para reforma, decide entrar à força, à mão armada. Além da bela atuação de Chase, o filme tem ainda a ótima participação de grandes atores cômicos: Imogene Coca, Randy Quaid, Brian Doyle-Murray, Eugene Levy, John Candy.
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Ano: 1983,
Chevy Chase,
Eugene Levy,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Harold Ramis,
Imogene Coca,
John Candy,
John Hughes,
País: Estados Unidos,
Randy Quaid
terça-feira, 5 de abril de 2011
The Promotion (Steven Conrad, Estados Unidos, 2008)
Estrelado por Sean William Scott e John C. Reilly, este filme tira um belo sarro do espírito self-made-man, da luta desesperada pelas promoções e dos discursos motivacionais de auto-ajuda. Scott e Reilly interpretam dois funcionários de uma rede de conveniência, que brigam pela posição de gerente de uma nova franquia da rede que está para abrir. Inicialmente, o filme dá um pouco de desânimo por parecer descambar muito para o estereótipo no trato com os personagens, mas da segunda metade para a frente ele ganha fôlego, pois os personagens, principalmente o de Reilly, vão se revelando mais complexos e a briga cada vez mais desesperada pela posição torna-se mais engraçada. Mas o filme peca, ainda assim, por piadas um tanto preconceituosas e por abusar muito dos estereótipos (como o dos canadenses gente boa, o dos chicanos zoadores e dos negros encrenqueiros).
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Ano: 2008,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Jenna Fischer,
John C. Reilly,
País: Estados Unidos,
Sean William Scott,
Steven Conrad
segunda-feira, 14 de março de 2011
Trocando as Bolas (Trading Places, John Landis, Estados Unidos, 1983)
Landis faz um filme ao mesmo tempo engraçadíssimo, mas profundamente triste em sua visão desencantada da sociedade americana capitalista dos anos 80. Não há quem se salve aqui. Até os “heróis” do filme, representados por Dan Aykroyd e Eddie Murphy, vitimizados pela ganância dos irmãos magnatas que os tratam como joguete em suas apostas, só podem responder na mesma moeda, se enriquecendo à custa do empobrecimento dos vilões. A aposta em questão é proposta por um dos irmãos, com base na teoria de que o meio é o que molda a personalidade de cada indivíduo. Para provar isso, ele pega dois indivíduos, o administrador da empresa dos irmãos e um pedinte trapaceiro que se finge de cego e aleijado, e dá um jeito para que troquem de lugar. Assim, os irmãos pretendem ver se o administrador vira um ladrão, enquanto o mendigo vira um homem de respeito e um bom funcionário. A história tem um quê de paráfrase à história de Jó, em que o Diabo desafia a Deus, querendo provar que seu servo fiel o amaldiçoaria se perdesse tudo o que tem. O clímax do filme, na sequência da bolsa de valores, é uma paródia sensacional do espírito yuppie / capitalista selvagem estadunidense dos anos 80. Como atrativo paralelo para a ala masculina, Jamie Lee Curtis, como em grande parte dos filmes do início de sua carreira, põe os peitos de fora um par de vezes.
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Ano: 1983,
Dan Aykroyd,
Eddie Murphy,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Jamie Lee Curtis,
John Landis,
País: Estados Unidos
terça-feira, 1 de março de 2011
O Brinquedo (The Toy, Richard Donner, Estados Unidos, 1982)
Sessãozona da tarde este filme, com o que isso pode ter de bom e de ruim. As piadas referentes à escravidão são bem infelizes, particularmente quando o filho do magnata escolhe na loja de brinquedos de seu pai o personagem de Richard Pryor como seu presente e vemos ao fundo do plano uma bandeira dos Estados Conferados escravocratas da época da Guerra de Secessão. As piadas de conteúdo sexual que envolvem o menino também soam um pouco bizarras, ainda mais se soubermos que o ator mirim Scott Schwartz virou ator pornô depois de adulto. Incomoda também a trilha sonora emocional histérica e onipresente, que é acionada toda vez que o filme quer nos enfiar goela abaixo lições de moral com valores nobres como a importância da família e coisas do tipo. Fora os muitos defeitos, porém, o filme tem bons momentos cômicos, principalmente na interação entre Jackie Gleason e o genial Pryor (afinal, sua presença costuma compensar filmes medianos). Ned Beatty também tem seus momentos quando contracena com Pryor. O trabalho do diretor Richard Donner, no entanto, acaba sendo meio decepcionante, uma vez que ele dirigiu belos filmes (alguns que não vejo há muito tempo, mas que deixaram boas lembranças em minha cinefilia infantil) como “Superman” (1978), “Goonies” (1985), “Os Fantasmas Contra-Atacam” (“Scrooged”, 1988) e o mais recente “16 Blocks” (2006).
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Ano: 1982,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Jackie Gleason,
Ned Beatty,
País: Estados Unidos,
Richard Donner,
Richard Pryor
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Brincou com Fogo... Acabou Fisgado! (Continental Divide, Michael Apted, Estados Unidos, 1981)
Escrito por Lawrence Kasdan, este é o único filme em que John Belushi tem um papel mais “sério”, ainda mais contido que em “Neighbors”, que afinal, apesar da atuação com menos estardalhaço de Belushi, era ainda uma comédia bem escrachada. O resultado é até interessante, embora o filme não passe muito de uma comédia romântica sem grandes atrativos além da presença de Belushi. Sua interpretação mais contida, no entanto, é atrativo suficiente e prova da abrangência de seu repertório, do qual infelizmente temos poucos exemplos devido a sua morte prematura. Apesar da interpretação menos chamativa, Belushi está, como sempre, bastante engraçado na pele de um jornalista investigativo mandado para as montanhas do Colorado por seu editor, depois de mexer com um político corrupto que envia uns policiais para lhe darem um trato, mandando-o ao hospital. Seu papel nas montanhas é o de entrevistar uma especialista em águias, por quem, obviamente, em se tratando de uma comédia romântica, o personagem de Belushi se apaixonará.
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Ano: 1981,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Gênero: Comédia Romântica,
John Belushi,
Lawrence Kasdan,
Michael Apted,
País: Estados Unidos
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London, John Landis, Estados Unidos / Inglaterra, 1981)
Landis está aqui mais próximo do terror do que de seu território usual, a comédia, ainda que o filme seja bastante engraçado grande parte do tempo. Como na maioria dos filmes do diretor, as melhores sequências se passam à noite, momento ideal para as perseguições, as batidas de carro, os desastres, o caos, que tanto apetecem a Landis. As sequências de ataque do lobisomem são um primor de timing e uma soberba aula de edição. Destaca-se a engraçadíssima sequência no cinema pornô, em que David discute com suas vítimas a melhor forma de se suicidar, para quebrar a maldição do lobisomem.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Fábrica de Robô (Heartbeeps, Allan Arkush, Estados Unidos, 1981)
Apesar de ser dirigido por Allan Arkush, que havia realizado anteriormente os divertidos “Hollywood Boulevard” (1976) e “Rock n’ Roll High School” (1979), em parceria com Joe Dante, e de ser um dos únicos filmes estrelados por Andy Kaufman, este filme é bem decepcionante. Nem mesmo a participação de grandes figuras como Dick Miller, Christopher Guest, Paul Bartel e Mary Woronov salvam essa comédia bem sem graça boa parte do tempo. O enredo gira em torno de um casal de robôs em manutenção, que se apaixonam e fogem da fábrica, perseguidos por um robô policial. Há ainda um robô que faz uma espécie de comédia stand-up com piadas sofríveis durante todo o filme e cuja presença traz alguma graça. A interpretação de Kaufman, porém, é bem apagada, porque restrita a um personagem desinteressante. Vale, no entanto, pela raridade de vê-lo atuando num filme. E, na linha do “tão ruim, que é bom”, até que o filme tem seus momentos.
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Allan Arkush,
Andy Kaufman,
Ano: 1981,
Christopher Guest,
Dick Miller,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Mary Woronov,
País: Estados Unidos,
Paul Bartel
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (Airplane!, Jim Abrahams, David & Jerry Zucker, Estados Unidos, 1980)
Esta é a estreia do trio Zucker, Abrahams & Zucker na direção, depois de terem roteirizado o divertido mas irregular “The Kentucky Fried Movie” (John Landis, 1977). A quantidade meio exagerada de piadas que se encavalam umas sobre as outras faz com que várias delas sejam meio sem graça, mas o filme tem várias piadas engraçadíssimas, principalmente os jogos de linguagem com os nomes dos personagens. Leslie Nielsen demora a aparecer, mas rouba a cena depois que aparece. A participação de Lloyd Bridges também é sensacional.
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Ano: 1980,
David Zucker,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Jerry Zucker,
Jim Abrahams,
Leslie Nielsen,
Lloyd Bridges,
País: Estados Unidos
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Estranhos Vizinhos (Neighbors, John G. Avildsen, Estados Unidos, 1981)
Retomando a bela dupla de “The Blues Brothers” (John Landis), rodado no ano anterior, esta comédia de humor negro tem como protagonistas John Belushi e Dan Aykroyd, funcionando novamente bem em bela química. Belushi faz o papel de um pai de família caretão, que passa a ter sua pacata vida perturbada quando um casal (Aykroyd e Cathy Moriarty) se muda para a casa ao lado. Os vizinhos entrões tocam o inferno na vida de Belushi, que, ao mesmo tempo em que aparenta se irritar profundamente, passa a nutrir uma admiração secreta pelo estilo de vida aventureiro e anárquico do casal. É interessante ver Belushi num papel mais contido, pois quem o viu atuando anteriormente em “The Blues Brothers” e, principalmente, em “Animal House” (John Landis, 1978), com seu humor físico exagerado, espera que ele exploda a qualquer momento. A trilha sonora de desenho animado chega a irritar no começo pela sua onipresença, mas aos poucos se revela adequada e se encaixa perfeitamente ao tom cartunesco do filme. O diretor, John G. Avildsen, talvez seja digno de um pouco mais de atenção, uma vez que realizou pelo menos outro bom filme em 1976: “Rocky”.
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Ano: 1981,
Dan Aykroyd,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
John Belushi,
John G. Avildsen,
País: Estados Unidos
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Smiley Face: Louca de Dar Nó (Gregg Araki, Estados Unidos / Alemanha, 2007)
Ainda que o filme perca o tom em alguns momentos e pareça em grande parte um pouco equivocado, a presença cômica de Anna Faris tem bastante força aqui. O filme é basicamente uma comédia de erros centrada na personagem de Faris, que passa o tempo todo chapada de maconha e interage com personagens bastante interessantes, como os interpretados por Danny Masterson, John Krasinski, Danny Trejo e John Cho. Apesar do tom meio afetado, o filme tem vários momentos bastante engraçados, como a sequência em que Faris faz um discurso comunista/pró-sindicato/anti-carnívoro na fábrica de linguiças.
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Anna Faris,
Ano: 2007,
Danny Masterson,
Danny Trejo,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Gregg Araki,
John Cho,
John Krasinski,
País: Alemanha,
País: Estados Unidos
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Recrutas da Pesada (Stripes, Ivan Reitman, Estados Unidos, 1981)
Este blog já tá virando um festival de traduções trash de títulos de filmes. Mas também tradução de título de comédia é foda. Neguinho sempre quer dar um título engraçadinho e saem essas pérolas, ainda mais em se tratando de anos 80. Este filme é o terceiro fruto da bela parceria entre Bill Murray e Harold Ramis (roteirista e co-protagonista). Os dois já haviam feito anteriormente o mediano mas engraçado “Meatballs” (Ivan Reitman, 1979), além do muito bom “Caddyshack” (Harold Ramis, 1980), e fariam ainda os clássicos “Ghostbusters” I e II (Ivan Reitman, 1984 e 1989) e “Groundhog Day” (Harold Ramis, 1993). Aqui Murray tem bem mais espaço que em “Meatballs” para o improviso e para fazer o que faz melhor: sua comédia física exagerada, que beira o overacting, e é totalmente em torno dele que o filme gira, apesar da presença de belos coadjuvantes (Warren Oates, John Candy, John Larroquette, Conrad Dunn), que faltavam no filme anterior de Reitman (exceção feita talvez ao personagem de Jack Blum naquele filme, figura típica do nerd, mas que tinha alguma graça). O grosso da comédia de Murray está aqui voltado ao elogio à insubmissão, já que seu personagem atravessa o filme em eterno conflito com o seu superior no escalão militar, o Sargento Hulka. Há novamente um genial pseudo-discurso motivacional de Murray, semelhante ao de “Meatballs”, dessa vez dirigido a seus colegas de pelotão. Destaca-se ainda a bela sequência de graduação do pelotão, que acorda atrasado para a cerimônia e improvisa uma marcha ao som de um blues cantado por Murray.
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Ano: 1981,
Bill Murray,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Gênero: Guerra,
Harold Ramis,
Ivan Reitman,
John Candy,
País: Estados Unidos,
Warren Oates
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Loucos de Dar Nó (Stir Crazy, Sidney Poitier, Estados Unidos, 1980)
Este filme retoma a parceria entre Richard Pryor e Gene Wilder que havia funcionado tão bem no belo “Silver Streak” (Arthur Hiller, 1976) e que rolaria mais duas vezes: em “See No Evil, Hear No Evil” (também de Arthur Hiller, 1989) e “Another You” (Maurice Phillips, 1991). Novamente a parceria funciona muito bem nos melhores momentos do filme, aparentemente baseados na improvisação cômica da dupla. Há momento memoráveis, como a sequência em que os dois chegam à prisão e, a caminho da cela, Pryor começa a andar com um gingado bizarro, segundo ele para dar uma de mau e ser respeitado pelos outros prisioneiros. Wilder começa então a imitá-lo, ainda mais desengonçado. A segunda metade do filme, porém, perde muito da graça da primeira metade, por insistir em um enredo meio sem sentido, que envolve os personagens em um campeonato de rodeio entre presídios. A partir do momento em que o rodeio aparece na trama, o filme parece mais preocupado em dar continuidade à história, tocando-a em uma espécie de piloto automático, sem dar muito espaço à rica interação cômica exibida por Wilder e Pryor até então.
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Ano: 1980,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gene Wilder,
Gênero: Comédia,
País: Estados Unidos,
Richard Pryor,
Sidney Poitier
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Por Trás das Câmeras (For Your Consideration, Christopher Guest, Estados Unidos, 2006)
Dirigido por Christopher Guest, roteirista e ator principal do célebre mockumentary “This Is Spinal Tap” (Rob Reiner, 1984), este filme tira um belo sarro da indústria hollywoodiana e da temporada pré-Oscars. A performance over the top de Catherine O’Hara é hilária e os personagens estereotipados de Harry Shearer (também protagonista de “Spinal Tap”), Parker Posey, Christopher Guest, John Michael Higgins e Eugene Levy são sensacionais. Estão presentes em papéis menores dois atores que fazem referência às versões britânica e estadunidense da série “The Office”, tributárias mais célebres hoje, talvez, do gênero mockumentary celebrizado por Guest e companhia: Ricky Gervais, criador e ator principal da versão original britânica, e John Krasinski, ator da versão estadunidense. Fica a curiosidade e a vontade de acompanhar melhor a carreira pouco comentada, mas certamente bastante talentosa de Guest (ainda não vi nem o obrigatório “Spinal Tap”).
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Ano: 2006,
Catherine O'Hara,
Christopher Guest,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Harry Shearer,
País: Estados Unidos,
Parker Posey,
Ricky Gervais
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mr. Mike's Mondo Video (Michael O'Donoghue, Estados Unidos, 1979)
Escrito e dirigido pelo ex-colaborador da revista de humor National Lampoon e primeiro head-writer (traduzível por algo como roteirista-chefe) do programa televisivo Saturday Night Live, este é um filme de esquetes, nos moldes de “The Kentucky Fried Movie”, parodiando o famigerado documentário exploitation “Mondo Cane” (1962). O resultado aqui também é, como de costume nos filmes do gênero, bastante irregular e alguns dos esquetes são bem sem graça (um deles é francamente inexplicável: um cara numa fantasia de vampiro cantando, por 4 minutos, em plano fixo e registro tosco de vídeo doméstico, uma música francesa com voz de cantora lírica; bizarro). Destacam-se as participações de Dan Aykroyd e Bill Murray, este último em aparição brevíssima. Há algumas pérolas, como a sequência em que soldados com a máscara de Mao Tse-Tung invadem a casa de uma família gringa pra destruir seus eletrodomésticos, rádio, televisão, jornais e revistas, ou o segmento do restaurante francês “No Americains”, que tem como especialidade tratar mal os clientes estadunidenses. Inicialmente planejado para ser exibido na televisão como um especial do Saturday Night Live, o filme foi rejeitado pela NBC por conta da tosqueira e acabou sendo lançado no cinema. O filme tem ainda a famosa interpretação de Sid Vicious para “My Way”, utilizada no ano seguinte em “The Great Rock n’ Roll Swindle” (Julien Temple, 1980), mas aqui, pelo menos na cópia a que assisti, a sequência está toda picotada, sem nada da parte cantada da música, ao que parece por problemas de direitos autorais.
Marcadores:
Ano: 1979,
Bill Murray,
Dan Aykroyd,
Festival: Comédia hollywoodiana 70’s-2000’s,
Gênero: Comédia,
Michael O'Donoghue,
País: Estados Unidos
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